Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Por decoro





Por decoro



Por decoro!

Quando me esperas, palpitando amores,
e os lábios grossos e úmidos me estendes,

e do teu corpo cálido desprendes
desconhecido olor de estranhas flores;

quando,toda suspiros e fervores,
nesta prisão de músculos te prendes,

e aos meus beijos de sátiro te rendes,
furtando às rosas as purpúreas cores;

Os olhos teus, inexpressivamente,
entrefechados, lânguidos, tranqüilos,

olham, meu doce amor, de tal maneira,

que, se olhassem assim, publicamente,
deveria, perdoa-me, cobri-los
uma discreta folha de parreira.




Artur Azevedo

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Lindo António, de um prazer quase infantil.
Abração

Rosemildo Sales Furtado disse...

Os olhos teus, inexpressivamente,
entrefechados, lânguidos, tranqüilos,

olham, meu doce amor, de tal maneira,

que, se olhassem assim, publicamente,
deveria, perdoa-me, cobri-los
uma discreta folha de parreira.

Como vês António, no século XIX o pudor estava acima de tudo. bem diferente daquilo que presenciamos hoje.

Bela escolha amigo, pelo visto, temos alguma coisa em comum.

Abraços, e excelente semana.

Furtado.