Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Martírio


Martírio



Martírio

A linda morena que, louco, adorava,
Que em sonhos beijava, tremendo de amor,
Não viu meus amores, descreu do meu canto,
Sorriu do meu pranto, com riso traidor.

Cismava era ela o meu bom pensamento;
O meu sentimento se louco sentia;
Meu anjo da guarda nas noites de insônia,
Meu doce favônio se a espr’ança nascia.

E sempre eu a via: no céu seus encantos,
Na brisa os seus cantos julgava escutar,
Na noite o negrume dos negros cabelos,
Seus olhos tão belos no belo luar.

Mas foi um delírio de louca miragem
Formosa paisagem do amor que sonhei...

A rosa que dei-lhe, queimada de beijos,
Serviu aos desejos de alguém? oh! não sei...

Mulher, sim, não rias do pobre, do triste!

Por que não cuspiste na pobre flor?

Mas fundo desprezo mostrar-me quiseste,
Ludíbrio fizeste de mim, deste amor...

Pois bem; eu não posso deixar de adorar-te...

Quem pode escapar-te, quem pode esquecer-te?

Desprezos não matam amores tão santos,
Só posso meus prantos p’ra sempre esconder-te.

Despreza-me, virgem, minh’alma te implora!

Verás nessa hora que chama de amor!

E cada suplício que sofra minh’alma
É mais uma palma da c’roa da dor.



Castro Alves

2 comentários:

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Meu querido amigo
Como sempre belo poema.
estou fazendo um ano de blogue, estou convidando os amigos.

Beijinhos
Sonhadora

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá António! Passando para te cumprimentar, saber como estás e dizer que amei o poema, com ênfase para a estrofe abaixo:

E sempre eu a via: no céu seus encantos,
Na brisa os seus cantos julgava escutar,
Na noite o negrume dos negros cabelos,
Seus olhos tão belos no belo luar.

Grande Castro Alves. Bela escolha meu amigo. Parabéns!

Abraços e que fiques na paz de DEUS.

Furtado.

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