Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




terça-feira, 12 de outubro de 2010

Palavras


Palavras


Palavras

O poeta nas montanhas arma a tenda.

Estende os olhos sobre o abismo,
apruma as asas, espera.

O peito entoca o inquieto pássaro.

O vento breve traz as palavras.

Espalhadas na relva,
ele as recolhe, ajunta, separa:

Cada uma com seu sol interior,
sua recôndita lenda,
os matizes à espreita de
propícia luz onde se apurem.

O poeta desentoca o pássaro
e vai bicando as letras,
alinhando-as, brunindo-as,
tecendo ali um colar de sílabas,
aqui um diadema de signos,
uma tiara de imagens - um poema.

O pássaro sobrevoa as montanhas,
ultrapassando-as.

Tem nas vértebras a vertigem do verso,
e vai levando-o para outras paragens:

Praias, planícies, planaltos, vales.



Maria Thereza Noronha



1 comentário:

BEBE disse...

Linda poesia Antonio!
O poeta sempre espalha
sementes de letras ao vento
para germinar em todos os corações.
Pra ti vai pelo vento
sementes que te façam
se recuperar muito bem.

Um abraço carinhoso
da
BEBE