
Ciúmes
Não é que o amor que
nos meus olhos vista,
Tão cheio de ternura,
ardendo em chamas,
Que inda implora,
aos céus,
num pranto triste,
O teu amor,
ao ver que me não amas,
Já se tenha acabado!
Ainda existe!
Desgraçado de mim...
Tu mais me inflamas,
Com tua indiferença,
pois partiste,
Deixando o meu amor,
envolto em tramas!
E se hoje, acabrunhado,
ando fugindo
De tua doce presença
agora amarga,
Pela tristeza que
me vai ferindo,
É só porque,
já não suporto ver-te
Passar,da vida,
pela estrada larga
Unida àquele que
me fez perder-te!
Luiz Lopes Sobrinho


3 comentários:
ººº
É, ciume em demasia... mata
Olá António, belíssimo soneto. Amei
Um lindo fim de semana para você
Abração
Ciúme!
Sentimento perigoso.
Bjs.
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