Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Moreninha


Moreninha


Moreninha
Tu, ontem, vinhas do monte
E paraste ao pé da fonte
À fresca sombra do til;

Regando as flores, sozinha,
Nem tu sabes, Moreninha,
O quanto achei-te gentil!

Depois segui-te calado
Como o pássaro esfaimado
Vai seguindo a juriti

Mas tão pura ias brincando,
Pelas pedrinhas saltando,
Que eu tive pena de ti!

E disse então:

Moreninha,
Se um dia tu fores minha,
Que amor, que amor não terás!

Eu dou-te noites de rosas
Cantando canções formosas
Ao som dos meus ternos ais.

Morena, minha Morena,
És bela, mas não tens pena
De quem morre de paixão!

Tu vendes flores singelas
E guardas as flores belas,
As rosas do coração?!...

Moreninha,

Moreninha,

Tu és das belas rainha,
Mas nos amores és má;

Como tu ficas bonita
Com as tranças presas na fita,

Com as flores no samburá!

Eu disse então:

"Meus amores,
"Deixa mirar tuas flores
"Deixa perfumes sentir!"

Mas naquele doce enleio,
Em vez das flores, no seio,
No seio te fui bulir!

Como nuvem desmaiada
Se tinge de madrugada
Ao doce albor da manhã;

Assim ficaste, querida,
A face em pejo acendida,
Vermelha como a romã!

Tu fugiste, feiticeira,
E decerto mais ligeira
Qualquer gazela não é;
Tu ias de saia curta...

Saltando a moita de murta
Mostraste, mostraste o pé!

Ai!

Morena, ai!

Meus amores,
Eu quero comprar-te as flores,
Mas dá-me um beijo também;

Que importa rosas do prado
Sem o sorriso engraçado
Que a tua boquinha tem?

Apenas vi-te, sereia,
Chamei-te rosa da aldeia
Como mais linda não há.

Jesus!

Como eras bonita
Com as tranças presas na fita,
Com as flores no samburá!



Casimiro de Abreu

1 comentário:

Rosemildo Sales Furtado disse...

Que linda moreninha essa do Casimiro de Abreu. Quem me dera ter vivido na época para sentir o odor das flores da escurinha. Grande Casimiro. Lamento que tenha partido tão novo, com apenas 21 anos.

Amigo, hoje te superaste na escolha. Parabéns!

Abraços e ótima semana repleta de paz.

Furtado.