
Vi-te agora
Vi-te agora com estes olhos
que nunca te tinham visto assim.
Vi os teus olhos como nunca
antes tinham sido vistos,
não pude evitar afogar-me neles.
Perder os sentidos em ti,
mergulhar, cair dentro de ti.
Vejo-te como ninguém te pode ver.
Estás nua por dentro e por fora.
Despida de tudo entregue a
este agora por mim criado, por mim terminado.
Estás pálida e frágil consumida pela verdade
inabalável a que os meus olhos te submetem.
Não julgo.
Olho apenas e és mais minha que nunca.
Pedro Barreiros


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