Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




sábado, 24 de julho de 2010

Poema de uma Madrugada Lilás



Poema de uma Madrugada Lilás



Poema de uma Madrugada Lilás


Depois de ti todas as faces
estão transformadas.

Agora mesmo
um vendaval cavalga a madrugada lá fora.

Vergasta galhos e arrebata folhas
para cá do mar.

Lá fora.

Mas entra no meu quarto
e está em mim.

Já não estou neste ermo,
parti para não sei, onde estiveres,
em algum lugar, num livro, num CD,
numa varanda talvez, ou numa sala.

Sei lá, onde estiveres...

Quatro séculos há em mim assassinados
e se rebelam,
e eu tenho que seguir
a me revelar na face de cristal
das tuas reminiscências onde
ainda ontem grafaste o meu abraço.

E, não sei, não sei,
se do labirinto em que me enredei
ou me enredaste em saliva e carinho,
é possível sair.

Está escrito que eu tenho que seguir.

Mas não entendo
porque não te esperei pra vir contigo.

No entanto eu te amei.

Te reconheço.

Em segredo te amei.

Em silêncio te amei:

Te amei em insônias,
e em confissão me amaste.

Talvez ainda...

Chove na madrugada do meu bairro.

Ainda sinto vibrando nos meus braços
a eletricidade do teu gozo
em um tempo que não marco
inscrito em algum tempo.

Nunca mais, nunca mais
terei nos olhos a angústia
ansiosa dos contidos
nem a placidez dos moribundos.

Nunca mais a morte dos que se perderam
sem direção.

Agora esta loucura
de pássaro distante
que conhece o seu rumo e sabe
o seu destino
e em vôo cego, desconhece o espaço.

Agora nos meus olhos
esta loucura
ansiedade de te ter e te guardar
do meu jeito.

Depois de ti nunca mais serei eu.

Serei só madrugada em insônia
e temporal
serei dor e dúvida e busca
e o repouso e a paz do teu encontro
e despedida e ansiedade nova e repetida,
e depois, e depois...

Até quando?

Por que amar com lágrimas e esperas?

Por que amar nas noites deste quarto
em silêncio de trevas?

Se sei que a tua luz
bruxuleia no âmago do meu corpo
e se funde com a minha luz,
mas é quase um punhal
me ensinando a morrer.

Por que meu tormento e meu cárcere frio
se estás por aí
e eu te dou o meu colo e o meu beijo
e te abrigo
na febre do meu peito
e nas águas do meu ninho,
como em pia batismal de um só desejo.

Ah...

Não sabes de tempestades...

E se sabes
não entendes da minha tempestade
toda feita de perdão e de pedidos.

Quem tomará teu corpo a acarinhar teu dorso
como quem mata
o meu pedaço amado?

Se eu te protejo qual leoa brava
tomada de ciúmes...

Depois de ti nunca mais outra face de vida
haverá.

Só esta loucura que me faz servida
entre valvas de conchas
a ti
a teu querer
à tua espera.





Gláucia Lemos




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