Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Pastor de Hienas


O Pastor de Hienas


O Pastor de Hienas

Madrugada madrugada
fugirei de madrugada
com um sol em cada nuvem
e uma lua em cada estrada.

Levarei nas mãos a grade
da cela em que encerrei.

Fugirei de madrugada
contigo ou outra qualquer
pra violar os caminhos
que pelo mundo se perdem.

Fugirei de madrugada
entre embarcações do porto:

os pulsos cheios de sangue,
veias rotas pelo corpo.

Fugirei do teu abraço.

Fugirei do teu castigo.

Abraçarei as hienas.

Queimarei medas de trigo.

Serei fantasma nos campos.

Morto nas encruzilhadas.

Só os corvos hão de encontrar
o meu corpo, que abraçavas...

Fugirei de madrugada
como um ciclone inclemente,
beijando o ventre das águas,
como beijava o teu ventre.

Madrugada madrugada
Esponja que apaga estrelas.

Fugirei de madrugada
estilhaçando as algemas.

Irei como um incendiário
com o olhar em labaredas
e a mão erguida agitando
o facho de teus cabelos.



Domingos Carvalho da Silva

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