Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




domingo, 20 de novembro de 2011

Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos


Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos



Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos detidos:
hei-de partir quando as flores chegarem à sua imagem.

Este verão concentrado
em cada espelho.

O próprio movimento o entenebrece.

Mas chamejam os lábios dos animais.

Deixarei as constelações panorâmicas destes dias internos.


Vou morrer assim, arfando entre o mar fotográfico e côncavo
e as paredes com as pérolas afundadas.

E a lua desencadeia nas grutas o sangue que se agrava.


Está cheio de candeias, o verão de onde se parte,
ígneo nessa criança contemplada.

Eu abandono estes jardins ferozes,
o génio que soprou nos estúdios cavados.

É a cólera que me leva aos precipícios de agosto,
e a mansidão traz-me às janelas.
São únicas as colinas como o ar palpitante fechado num espelho.

É a estação dos planetas.

Cada dia é um abismo atómico.


E o leite faz-se tenro durante os eclipses.

Bate em mim cada pancada do pedreiro que talha no calcário a rosa congenital.

A carne, asfixiam-na os astros profundos nos casulos.

O verão é de azulejo.

É em nós que se encurva o nervo do arco contra a flecha.

Deus ataca-me na candura.

Fica, fria, esta rede de jardins diante dos incêndios.

E uma criança dá a volta à noite,
acesa completamente pelas mãos.


Herberto Helder

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