Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




sábado, 10 de julho de 2010

As Canções de Amor


Poema III



Porque te amo
me divido,
e em mim se multiplica
o que antes sem saber
subtraído me havia.

Do cântaro no peito ressecado
renasceu a flor que não morrera,
pois que estava em nós,
e não sabíamos
pois que nos lambera,
e não sentíamos.

O teu rosto desconhecido perpetua a chama,
que no peito ainda ardia.

Porque te amo louco me derramo,
corajoso e vasto entre as lavas
do teu vulcão em chamas,
e nos teus olhos me revejo
cálice,
âmbula,
patena e sacrário
inteira catedral de êxtase erguida

Nos teus braços
do cansaço me exilo,
ao longe numa curva do caminho,
vejo o meu retrato de ontens pendurado,
do riso frouxo que da boca se me expande,
o silêncio pleno de vidraças que se abrem.

Em tua boca,
gestamos nosso vinho no seio túmido,
a flor que embriaga,
em nosso gozo,
um poema de Hilda Hilst.



José Carlos Souza Santos

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