Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Até Quando te Amarei


Até Quando te Amarei


Até quando se ouvir a voz do vento
E a vontade de ser e de existir

Nem de leve me turve o sobrevir
De teu nome na paz do pensamento.

Até quando, feliz, puder seguir
Em busca de teu vulto e o juramento

Ardente de te amar for o momento
Mais doce a renovar e a repetir.

Cá me encontro, Senhora, a te louvar.

Assim, com muito agrado, seguirei
A beleza, que tens, a celebrar.

Porque se ao fim da tarde já cheguei,
Sentindo que meus dias vão findar,
Jovem só por te amar ainda serei.



Artur Eduardo Benevides

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Soneto de Indagação



Soneto de Indagação


Soneto de Indagação
Será tarde, Senhora, será tarde?

A vida, igual ao dia, encontra ocaso.

Termina, pouco a pouco, o nosso prazo
E o frio olhar da morte já nos carde.

Que tua luz me salve ou me resguarde.
Tuas chamas me queimam. Já me abraso.

Estamos bem além de um simples caso.
A alma, outrora errante, em ânsias arde.

Tenho estranho fulgor de adolescência,
Mas, ao notar que tudo pede urgência,
Sinto que amar me traz um certo alarde.

E ao ver o tempo inexorável, lento,
Escravo de teu grande encantamento
Aflito te pergunto!


Será tarde?



Artur Eduardo Benevides

domingo, 8 de novembro de 2009

Até Quando te Amarei


Até Quando te Amarei



Até quando se ouvir a voz do vento
E a vontade de ser e de existir
Nem de leve me turve o sobrevir
De teu nome na paz do pensamento.

Até quando, feliz, puder seguir
Em busca de teu vulto — e o juramento
Ardente de te amar for o momento
Mais doce a renovar e a repetir.

Cá me encontro, Senhora, a te louvar.
Assim, com muito agrado, seguirei
A beleza, que tens, a celebrar.

Porque se ao fim da tarde já cheguei,
Sentindo que meus dias vão findar,
Jovem — só por te amar — ainda serei.




Artur Eduardo Benevides

domingo, 28 de junho de 2009

Do Amor Final


Do Amor Final



Nos dejúrios do amor, quando dizemos
Tudo o que salva a humana condição,
A vida fica em grã levitação,
Mas, quase sempre, tontos, nos perdemos.

Quem não teve do amor a sagração?
Em nosso mais querer, todos sofremos.
Quantas mágoas e penas recebemos
Ao sentirmos a força da paixão!

E agora vens, ó última esperança!
No fim da tarde, bailo a contradança
Das pavanas gentis de teu olhar.

No pas de deux que une as nossas almas,
Chegas plena de Deus e então me acalmas
E me mostras as ilhas de teu Mar.





Artur Eduardo Benevides

sábado, 23 de maio de 2009

Soneto de Mágoa e de Esperança


Soneto de Mágoa e de Esperança



Por que de mim te alongas ou te afastas?
Será que em ti perdi meu gesto e rosto?

As minhas horas todas já são gastas
Em sonhar-te ditosa ou sem desgosto.

És glória, luz e amor. E eu? Sol-posto.
Mas, fugindo de mim, tu me vergastas.

E deixas-me ferido, e pobre, exposto
Às vinganças do tempo, iconoclastas.

Para agradar-te, finjo que sou jovem.
Busco enganar-te, a ver se te comovem.

As palavras que oferto, de afeição,
A fim de que, qual dádiva, me olhes.

Com toda a tua graça e não desfolhes
As pétalas da última ilusão.




Artur Eduardo Benevides

Soneto Inglês


Soneto Inglês




Esse teu ar de estrela e de mulher,
Esse jeito de flor e de mistério,

Esse lume que tens, imenso, etéreo,
Esse vasto querer que ora me quer;

Esse olhar que me fere mas não mata,
Esse sorrir de brisa matinal,

Essa imagem de verso provençal,
Esse segredo que ninguém desata;

Esse estilo de vida, esse teu dom,
Esse estado de graça e de leveza,

Essa clara verdade, essa beleza,
Esse gesto de amor em sobretom

Fazem-te grande, sendo pequenina,
Dando à mulher encanto de menina.





Artur Eduardo Benevides
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