Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




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domingo, 28 de novembro de 2010

Meu chocolate


Meu chocolate


Meu chocolate

Ao leite ou derretido

Com passas ou crocante
Puro ou pervertido

Com recheio
É excitante
Eu saboreio

Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate

Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo

Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina

Minha melancolia

Você,
serotonina

Que me vicia...



Liz Christine

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu e meu Pom-Pom


Eu e meu Pom-Pom





Eu e meu Pom-Pom

Me afogo quando te vejo
Apaixonada...

Afogada em espuma
Amaciando meu desejo

Eu e meu Pom-pom
É áspero o tesão...

O tesão...

Provoca uma profunda esfoliação
Mas isso é bom...

Isso é tão bom!
Sabonete de criança
Pom-Pom,
Johnsons,
Dove baby,
Bebederme,
ah,
baby!
E o desejo avança,
avança...

Até que ele...

Você...

Alcança...

Com suavidade,
espuma,
ingenuidade
Esse sabonete me acaricia...

E se converte em poesia...

Porque ele,
você, sabonete...

É puro desejo, infantil deleite!

Que a espuma me invada
Mergulhada,
dominada,
ensaboada

Meu pom-pom...

Eu desejo a limpeza
Suavize minha pele e me dê a certeza...

Pois minha cobertura é a falsa frieza

Amacie meus medos
E percorra meus segredos

Baby,
me invada...

O medo é infantil,
e talvez eu seja...

Uma mulher afogada
E o desejo continua...

Ou uma criança apaixonada
Avançando,
assustada

Amaciando,
me revelando...

Divida comigo...

Seu,
nosso,
sabonete

É suave essa paixão
Não provoca irritação

E é puro deleite!



Liz Christine

Depravação


Depravação


Depravação
Escrever poesia sobre poesia?

Seu corpo é poesia
Sua voz me domina

Tão macia
Você é matéria-prima
Se converte
em poesia

Sua voz me derrete
Você é doce melodia
Que me aquece

Toque,
Pele,
Olhar
Basta respirar

Sua respiração
me excita

Porque arte é tesão
Paixão na escrita
Quero sua penetração

Invadida
Pela criação
Fudida
Por você,
paixão

Eu quero,
preciso e me entrego
Te amo e não mais nego

Não nego, omitir
Não é admitir...

Nem ouse perguntar
Escrevo por estar
Sentindo
Que amar

É forte,
intenso,
lindo

Seu olhar
Me despindo
Vem me seduzindo
Vem...

E me abraça
E me pega
Com violência,
amor

Sou devassa
Minha mão escorrega

E já estou te abraçando
Seus dedos deslizam
Provocando
Prazer...

Arrepios...

Desejos
Que se concretizam
E já estou segurando
A paixão concretizada
Não está mais assustando?

Amor...

Continue me depravando

Depravar é alterar
E estou me entregando
Te amar
Não está me machucando

Você tinha razão...
Amor é prazer e diversão
Com conteúdo

E tesão
Profundo
Amor é tudo



Liz Christine

Meu brinquedo


Meu brinquedo



Você quer me algemar?

Me desnudar
Me cobrir
Com beijos

Em seu olhar
Faíscam desejos
Quero te amar

Sem medo
Quero ser
Seu brinquedo

Quero te ver
Me desvendando
Me fudendo

Com amor
Estou nua
Te dizendo

Sem pudor
Me possua
Me ame sem medo

E seja meu brinquedo



Liz Christine

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mais



Mais





Mais
Quero dormir
Esquecer

Escrever
Sorrir
Lua cheia

Que semeia
Não quero te exaurir
Chega de gozar

Pare de provocar
E vamos dormir

Mas se você aguentar
Por que não...

Até o dia clarear?



Liz Christine

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Romantismo


Romantismo



Romantismo
não desejo sua dor...

Assistir o seu prazer
me faz descobrir...

Você é meu amor
preciso te fazer...

E quero te ver
bem,
alegre,
satisfeito...

Seu prazer me diz respeito
porque minha satisfação...

Depende
da sua realização...

Entende?

Meu romantismo
é o mais puro egoísmo...

Quero te ver realizado
Meu amor apaixonado
Não por você,
mas por mim

Porque isso me dá prazer,
só por isso...

Prazer,
prazer é o meu sentido!

O que me guia, inspiração,
poesia,
tesão,
sexo...

Você é minha doce paixão!



Liz Christine

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Paixão



Paixão


Paixão
O que é a paixão?

Você consegue definir
O imenso
Tesão

Você é capaz de sentir?

O choque intenso
A me confundir
Mergulhar

Ou fugir?

Aproveitar
Ou amargar?

Prazer ou decepção?

Amada
Ou usada?

Paixão...

Te amo,
te uso

Escrevo,
abuso
Porque você me f:eu...

E foi o melhor que me aconteceu
Em toda a minha vida...

Te amo, f:er...

Você me corrompeu
Me conduziu à fidelidade
E te amo de verdade



Liz Christine

domingo, 13 de junho de 2010

Meu ursinho Juvenal



Meu ursinho Juvenal




E Juju me alivia
Meu ursinho confidente
Me abraça, só me faça

Perdidamente

Equilibrada

Aprisionada

Livremente
Estou te usando

Para escrever
Abusando

Pobre Juvenal
Quero te ver

Falando

Ursinho passional
Me domina

Fale, Juvenal

Defina
Esse sentimento
Que ilumina
Que se faz alimento
Que me gera poesia
Me esvazia
Extravazar

Amar
É o mais belo caminho
Para se encontrar

Perdida

Meu ursinho
Sem medo, sem pudor

Envolvida

Escrevo por impulso
Por você, amor

E amo meu urso
E quero ser fud...

Te encontrar, eu perdida
Me fo..., me possua
Você sabe que sou sua...



Liz Christine

Juvenal II


Juvenal II



Juvenal

Meu melhor amigo
Meu ursinho

É fofo comigo
Mas prefiro

Seu carinho

E respiro
Tristemente

Você ausente

Por impulso
Beijo ardente

Me abraça

Beijei meu urso
Não me faça

Sentir

Falta de calor
Humano e rir

Rir e sentir

Existe amor?
Juvenal
Diz que é real

Sim, existe
E só faz bem

Não resiste
Amor, vem...



Liz Christine

sábado, 12 de junho de 2010

Juvenal


Juvenal


Juvenal

Juvenal em minha cama

Cabelo molhado, meu travesseiro reclama...
Um urso apaixonado em minha cama...
E eu viajo e me acho...

Deitada, desejando...
Se você fosse esse ursinho que estou abraçando...
Que estou sentindo...

Sobre mim, urso da coca-cola me cobrindo...
Minha nudez, e esse calor...

Calor, despenteada pelo ventilador,
deitada, meu cabelo continua molhado...

E esse urso deitado...
Sobre o meu corpo, crescendo o calor, me tirando...
O sono, e ansiando...

A sua presença, apareça...
Meu urso da coca-cola precisa dormir...
E eu preciso te sentir...

Entrando...

Nesse quarto, nessa sauna, deitando...

Ao meu lado?
Não, no chão...

E meu cabelo continua molhado...
Evaporação, concentração...
Preciso diluir essa paixão...

Disfarçando com bobeiras o conteúdo,
misturando tudo...

Vem me possuir nesse chão...

Me tire da cama...


É o meu urso quem te chama...




Liz Christine

sábado, 13 de março de 2010

Matando


Matando


Matando
Eu passional
Eu criando
Você, você, eu mal
Consigo assistir

Eu desenhando
Aula, aula, preciso fugir
Que saco, eu desenho
Seu corpo, eu tenho
Que sentir

Paixão!
Criação!

Seu beijo em meu pescoço
Uma mordida
Meus lábios
Seduzida
Delirando
Tão sábios
Sabem, os seus, me fazem
Eu gozando

Aula chata!
Não acaba, não mata
Minha fome de você

Amo, minha fome
É o desejo que me consome
E preciso fugir Matar
Aula e me alimentar
Porque já estou quase desmaiando
De fome, imaginando...

Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio

É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada

Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate

Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia



Liz Christine

domingo, 7 de março de 2010

Madrugada


Madrugada


Comer de madrugada
é um ato sublime!

E clandestino.

Como um machão lendo gibi do Cascão

Solitário como masturbação

Nós e estômago

Nós, uma mão

Comer de madrugada

Cair de boca
em comida gelada

À procura de leite condensado
Capuccino com chantilly misturado

Biscoito de morango recheado
Doce-de-leite saboreado.

Humm!...

Isto dá...

Tesão...

E nada mais Madrugada
sensação apaixonada.

Que a paixão!


Liz Christine

sábado, 6 de março de 2010

Mais



Mais


Quero dormir
Esquecer

Escrever
Sorrir

Lua cheia
Que semeia

Não quero te exaurir
Chega de gozar

Pare de provocar
E vamos dormir

Mas se você aguentar
Por que não...

até o dia clarear?



Liz Christine

terça-feira, 2 de março de 2010

Fetiche


Fetiche



Fetiches?!
Doce de leite pastoso delicioso

Fácil de espalhar
Irresistível se lambuzar

Piercing Língua Umbigo
Barriga masculina

Quadris femininos

Três quilos de chocolate branco derretidos
Quentes escaldantes

Despejados sendo
Em maravilhosos corpos humanos

Voraz Insaciável
Compulsiva
Com doces?

Só com doces!!...



Liz Christine

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Senha


Senha


Será que um dia
encontro alguém
que ame poesia
e vá além

Odeie hipocrisia
será que eu acho
quem adore se divertir
quem goste de sair
mas...

Diacho!

Não encontrei
ainda
apenas sonhei
com alguém
que vai me completar
além

De me fazer gozar
alguém que tenha
a minha senha
a chave perdida
em algum lugar
da minha vida



Liz Christine

Inverno


Inverno


Erotismo eterno

Demônios de inverno

Copulando em minha mente

Meu corpo sente

Arrepios me percorrendo

Isso dói...

Mas não pare

Meu corpo precisa

De você me aquecendo



Liz Christine

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dor


Dor



Sozinha e vulnerável
A dor é intragável
E é patética essa poesia

Não, na falta de companhia
Nem existe poesia
Arte é relação

E quanto mais pessoas à minha volta
Mais eu me sinto entregue
À solidão
E nem há ódio nem revolta
Que a inércia me carregue

Nada faço em depressão
Quero o prazer de viver de volta
Porque arte é paixão
Que sustenta e alimenta

O desejo
De viver e criar
E quando me vejo
Chorando

Amar
Anulando
A angústia e o vazio
Porque amor é o sentido
E sem ele nada crio
E ele é você

Meu amor pervertido
Agora você lê
O que prefiro esconder
Os fetiches?

A depravação?

Eu preciso dizer
Que onde há paixão
Não existe nunca depravação
Baixaria
Não é fuder amando
Nem escrever poesia
Estando

Nua
Baixaria
É chorar

O sofrimento sempre me parece
Vulgar
E só amor me abastece
Para criar
Odeio a dor

E adoro me expor
Para me enxergar
E me conhecer
Florescer
Tão
Perfumada
Mergulhada

Em paixão
Venha à tona
Poesia
Aroma
Que me guia
Se não estou apaixonada
Eu me sinto desnorteada



Liz Christine

Lilith


Lilith



Ah, delírio que me erotiza...

Você me despreza, você me pisa...

Me xinga e me avisa...

Que posso fazer?

Eu quero você e gosto de sofrer.

Não é doentio,
É doce esse martírio...

Você é meu desafio.

Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...

Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.

Me morde e me usa...

Depois você me acusa...

De louca e confusa.

Vai,

Usa,

Abusa,

Xinga,

Morde,

Pisa.

Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...

Pela dor dessa paixão...

Quero a marca da sua mão...

Em meu corpo, olhos e coração.

Te amar é morrer...

Me afogar no prazer.





Liz Christine

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Orgasmo


Orgasmo



Sexo
adorável
palavra

Ato
delicioso
incansável

Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso

Você
estou condenada
você é a culpada

De desejos ardentes

Noite gelada

Inverno na madrugada

Parece verão

Corpo febril

Culpa da paixão

Seu rosto infantil

Sorrindo

Não pare...

Estou quase atingindo.



Liz Christine

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Imagem



Imagem



Boca
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada

Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque

Unhas
Que arranhões provocam

Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam

Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados

E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...



Liz Christine
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