
Poema
Poema
Alguma coisa onde tu
parada fosses depois das
lágrimas uma ilha e eu chegasse
Para dizer-te Adeus de repente
na curva duma estrada alguma coisa
onde a tua mão escrevesse cartas para
Chover eu partisse a fumaro fumo fosse
para se ler alguma coisa onde tu ao
norte beijasses nos olhos os
navio se eu rasgasse o teu
Retrato para vê-lo passar na
direcção dos rio sem alguma coisa
onde tu corresses numa rua com
portas para o mare eu morresse
Para ouvir-te sonhar...
António José Forte

