Ânsia

Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer...


Amantes

Vem!
Vem comigo
Cansados de Amor
Mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos Amantes
Amor Amor Amor
Repete comigo
as palavras que nos dão paz...


®Pôesia do Mundo

A minha foto
Le Vésinet, Yvelines, France
É impossível não se dizer ( no mínimo de letras ) e, ao mesmo tempo, em que não se pode tudo dizer ( no máximo de palavras ). Falar demais: È escancarar detalhes insignificantes da vida doméstica. A minha vida sustenta-se no diário de algumas palavras: Trabalho, Respeito, Ternura, Amizade, Saudades, Amor. PEQUENOS VALORES Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor É renascer a cada dia É aprender a crescer a cada momento É acreditar no amor É inventar a própria vida... No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor, desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas. São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada. Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar. Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras, as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho, para que você possa dizer de cabeça erguida, no futuro: Cresci Chorei Sorri Caí Levantei Aprendi Amei Fui Amado Perdi Venci Vivi E, principalmente, sou uma pessoa feliz!




Mostrar mensagens com a etiqueta José Bonifácio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Bonifácio. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sonetos


Sonetos


Sonetos

Eu vi Narcina um dia,
que folgava
Na fresca borda de uma fonte clara:

Os peitos,
em que Amor brinca e se ampara,
Com aljofradas gotas borrifava.

O colo de alabastro nu mostrava
A meu desejo ardente a incauta avara.

Com ponteagudas setas,
que ela ervara,
Bando de Cupidinhos revoava.

Parte da linda coxa regaçado
O cândido vestido descobria;

Mas o templo de amor ficou cerrado:

Assim eu vi Narcina.

Outra não cria
O poder da Natura,
já cansado;

E se a pode fazer,
que a faça um dia.



José Bonifácio

Improvisado


Improvisado


Improvisado

DERMINDA,
esses teus olhos soberanos.

Têm cativado a minha liberdade;

Mas tu cheia,
cruel,
de impiedade

Não deixas os teus modos desumanos.

Por que gostas causar dores e danos?

Basta o que eu sofro:

Tem de mim piedade!

Faze a minha total felicidade,
Volvendo-me esses olhos mais humanos.

Já tenho feito a última fineza
Para ameigar-te a rija condição;

És mais que tigre,
foi baldada empresa.

Podem meus ais mover a compaixão
Das pedras e dos troncos a dureza,
E não podem abrandar um coração?



José Bonifácio

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ode


Ode



As nítidas maminhas vacilantes
Da sobre-humana Eulina,
Se com fervidas mãos ousado toco.

Ah!

Que me imprimem súbito
Elétrico tremor, que o corpo inteiro
Em convulsões me abala!

O sangue ferve:

Em catadupas cai-me...

Brotam-me lume as faces...

Raios vibram os olhos inquietos...

Os ouvidos me zunem!

Fugir me quer o coração do peito...

Morro de todo, amada!

Fraqueja o corpo, balbucia a fala!

Deleites mil me acabam!

Mas ah!

Que impulso novo, ó minha Eulina!

Resistir-lhe não posso...

Deixa com beijos abrasar teu peito:

Une-te a mim...

Morramos.


José Bonifácio

Sonetos


Sonetos


Sonetos
Eu vi Narcina um dia, que folgava
Na fresca borda de uma fonte clara:

Os peitos, em que Amor brinca e se ampara,
Com aljofradas gotas borrifava.

O colo de alabastro nu mostrava
A meu desejo ardente a incauta avara.

Com ponteagudas setas, que ela ervara,
Bando de Cupidinhos revoava.

Parte da linda coxa regaçado
O cândido vestido descobria;

Mas o templo de amor ficou cerrado:

Assim eu vi Narcina.

Outra não cria
O poder da Natura, já cansado;
E se a pode fazer, que a faça um dia.



José Bonifácio
IP