A ÁguaDespe, na solidão da tarde,
Tua roupagem manchada de quotidiano,
E deixa que a chuva molhe teus cabelos
E vista teu corpo de escamas de prata.
Pousa, em teus ombros, o manto dos lagos
E colhe no cântaro de tuas mãos
A música dos dias que adormeceram
No fundo de teu ser.
Mármores líquidos moldarão teu corpo.
Nuvem,
Penetrarás a carne da manhã.
Paulo Bomfim


2 comentários:
Antônio...está ficando lindo seu cantinho...regado de sonhos e flores
espalhando alegria em almas turvas
como murmúrio se derramando aos olhos.
virei mais vezes...me sinto em casa aqui.
Abraços...Rosy
Seu cantinho é um aconchego para as poesias.
Me senti em casa.Bjo grande;Rosy
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