
A Estátua
Fosse-me dado, em mármor de Carrara,
Num arranco de gênio e de ardimento,
Às linhas do teu corpo o movimento
Suprimindo, fixar-te a forma rara,
Cheio de força, vida e sentimento,
Surgira-me o ideal da pedra clara,
E em fundo, eterno arroubo, se prostrara,
Ante a estátua imortal, meu pensamento.
Do albor de brandas formas eu vestira
Teus contornos gentis; eu te cobrira
Com marmóreo cendal os moles flancos,
E a sôfrega avidez dos meus desejos
Em mudo turbilhão de imóveis beijos
As curvas te enrolara em flocos brancos.
Teófilo Dias


1 comentário:
Antònio*****
Agradeço imenso pelo carinho, Amigo!!!
E, estar aqui, é voar horizontes
d'um azul sem igual, céu de versos
luares encantados!!!
Obrigado, Amigo!!!
Semana iluminada pra ti...
Paz e bem!!!
Iza
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