
Nunca é tarde
Quando no cais só fica ancorada
A indiferença e já não resta nada
Senão as ilusões a que te agarras.
Ouve a voz inefável das guitarras
Tingindo de paixão a madrugada
No fim duma viagem povoada
Do canto indecifrável das cigarras.
Saberás então que há sempre um começo
No profano rio em que a vida arde,
E é nessa maré viva que estremeço.
Mas, ainda que saibas que nunca é tarde,
Não tardes, que sem ti eu anoiteço,
E não peças jamais ao rio que aguarde.
António Tomé


2 comentários:
Vim começar bem o dia.
Bjs e uma ótima semana pra vc.
Querido Antònio,
(...)Mas, ainda que saibas que nunca é tarde,
Não tardes, que sem ti eu anoiteço,
E não peças jamais ao rio que aguarde.(...)
Realmente, quando batem as saudades, nunca é tarde para se retomar antigos amores, sempre é tempo para ser feliz!
Grande beijo e boa semana!
Reggina Moon
Tem selinho para retirar em meu Blog Verso & Prosa, na postagem de 23/10.
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