
Puros Olhos
Tudo mudou
agora como nunca
nunca como agora.
Olhos negros castanhos
talvez desconfiados me olham.
Fitam-me como se um estranho eu fosse,
repletos de ternura puro amor candura...
Olhos que me deixam desatinado.
Puros olhos que olham:
Impuros olhos repletos de
tristeza e melancolia;
de ódio e rancor,
às vezes repletos de amor...
Na alegria, no afeto e na esperança.
Tudo mudou! Você chegou! Amado antes de vir:
Quando respirava por outros meios,
que não os de agora, que não os de fora.
Filho desentranhado no calor,
olhar-nos-emos sempre com amor?...
Juscelino Vieira Mendes


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