
Seus Olhos
Seus olhos se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou
Não tinham luz de brilhar.
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.
Divino, eterno!
È suave
Ao mesmo tempo:
Mas grave
E de tão fatal poder,
Que, num só momento que a vi,
Queimar toda alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.
Almeida Garrett


3 comentários:
Olhar, espelho da alma!
Saudades de vir aqui ler os poemas tão bonitos que vc seleciona.
Bjinhos António.
João Baptista da Silva Leitão de ALMEIDA GARRETT, grande romancista, poeta, autor dramático e político português. Autor de belas obras.
Maravilha António, belíssima escolha.
Abraços e um ótimo final de semana com muita paz no coração.
Furtado.
lindo poema meu amigo.
Amor e paz neste dia.......Fica bem
M@ria
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