
Cobiça
O ventre morbido
frémito na garganta
nos olhos em relampagos
fogos cintilam as facas e
eu, confundida de medo, alegria,
ainda de vida...
Conheço a cobiça
entendo o aperto do corpo meu
cumplice, amigo.
Não posso.
Em lava de ardente flash back
me abro a torrentes celestes:
Te quero.
Não devo.
Me tenta mais
o desejo que o fato.
O sexo que me queima:
Te quero.
Te agarro.
Não posso...
Que absurdo!
Jogamos entre nós un jogo de olhos.
Tua pele me tenta.
Me tenta o respiro.
Me dobro ao desejo
ao violento sabor meu novo
mestre de amor mais novo
meu cúmplice amigo.
Tamara Baroni


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