
Sem outro intuito
Sem outro intuito
Atirávamos pedras
à água para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne,
envolto por vezes em ferozes
transparências que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.
(Vou te amor em silêncio)...
Luís Miguel Nava


1 comentário:
Em silencio estava eu a ler-te a vários dias, mas hj resolvi te deixar um beijo meu.
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