
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade


2 comentários:
António
Lindissimo poema, uma boa escolha.
Adorei
Beijinhos
Sonhadora
Linda Poesia!
Desculpe António os dias de silêncio, pois tenho feito visitas rápidas neste teu espaço maravilhoso.
O tempo tem sido curto caro Amigo.
Sds!
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